segunda-feira, 3 de maio de 2010

Matar-Pilhar-Destruir


Muitos narradores reclamam que quando formam um grupo muitos dos jogadores são voltados a combate ou até todos. Já ficou curioso porque isso acontece?


Estava lendo o blog RPG do Mestre e ele comentou algo interessante, normalmente quando uma pessoa vai começar a jogar rpg o narrador fala para ela jogar com uma classe fácil, de combate para ir entendendo como é jogar, esse novato vai começar a se acostumar a jogar na linha de frente, claro que uns migram para uma classe mais mental ou social, mas estes são uma grande minoria.

Legal, a cada 10 jogadores, 1 vira social, outro mental e os outro trilham o caminho do combate. Ai é que começa o problema, em um exemplo de D&D, 1 mago, 1 clérigo, 3 Guerreiros, 3 Bárbaros, 2 Rangers ... para onde você acha que vai a aventura desses jogadores? Quer uma dica? Porrada.

Conforme o tempo os jogadores adquirem experiência e vão se tornando jogadores veteranos, o clérigo fica com uma interpretação envolvente, o mago com um raciocínio bom e os Guerreiros,Bárbaros e Rangers aprendem macetes de combos. Ai nós nos perguntamos, porque será que tem tanto jogador Matar-Pilhar-Destruir?

Certo, mas sempre passa pela cabeça do narrador “Já sei vou colocar mais enigmas, interações com npcs, etc” mas surge outro problema, tirando o combate e colocando mais outras coisas na trama ou resultará em ataques caóticos dos jogadores arruinando o jogo ou os jogadores acabam perdendo seus personagens ou até virando vilões.

Sempre fui um dos que reclamava das quantidades de MPD (Matar-Pilhar-Destruir), mas agora vi onde está a raiz do problema. Como os narradores querem diversividade de jogadores se quando surge um iniciante o influencia a jogar de porrada por ser o caminho mais fácil, se desde que se conhece por jogador sabe que resolver na porrada é mais fácil como podemos esperar que tenhamos outros estilos de jogo?

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